Coordenadas M - 878.755 (f. 331, 1980); num extenso planalto sobranceiro ao Casal da Coutada e ao Tejo, entrecortado pela EN-118 e a uma cota próxima dos 75 metros. Ocupa ambos os lados da E.N.118. A primeira designação reportar-se-á, seguramente, à posse do casal por parte de algum 'bacharel' de Abrantes, onde já no século XVI havia também uma rua com o mesmo nome (no caso, talvez o bacharel Diogo Nunes, falecido em 29.7.1590).
Depósitos de terraços fluviais Q2 de 50-65 metros do Plistocénico, com formações argilo-areníticas do Miocénico Superior (Sarmato-Pontiano).
A- Calhaus truncados uni e bifaciais, raspadores, raspador em forma de D, disco, massas nucleares, lascas simples (Séries III, IV e V), biface (Série IV), núcleos discóides (Série V).
B- Sílex (lâmina e lascas); - diversos machados de secção rectangular, quadrangular e ovóide [EST. XLVIII] e enxós de pedra polida (secção rectangular); - pesos de rede; - mós planas moventes e dormentes [EST. XLIX]; - cerâmicas diversas, incluindo um fragmento de 'ídolo de cornos'.
C-Fragmento de tegula.
A-Acampamento / oficina de talhe.
B-Povoado.
C-Indeterminado (quanto à tegula).
A-Paleolítico inferior/médio.
B-'Languedocense', e/ou Neo-Calcolítico (com indústria lítica de tradição Languedocense), Bronze inicial (?).
C-Indeterminado.
A área do povoado abrange uma extensão de cerca de 500 metros, estendendo-se para a aldeia do Crucifixo. Povoado aberto, aparentemente sem condições naturais de defesa e sem muralhas, sobranceiro às margens taganas que do Tramagal vão até Constância, poderia ter uma envergadura superior ao do Caneiro. O antigo cruzeiro do crucifixo reutilizou parte de um marco miliário romano, actualmente no Museu D. Lopo. Leitura: (…) / [CONS]TA/NTII / FILIO. Tradução: Ao [nosso senhor Flávio Valério Constantino (?),] filho de Constâncio [Foto 110 A].
CANDEIAS e BATISTA, 2006 e referido em BATISTA, 2004: 181 nota 38.