Coordenadas M - 837.849 (f. 320, 1982), junto ao cruzamento das estradas 358 e 352-2, a uma cota de 172 metros, em terreno hoje já praticamente absorvido pela área urbana.
Cascalheiras de planalto mio-pliocénicas
"Na Cova de S. Domingos (Alqueidão) existiam umas pedras ao alto e até houve pessoas que sonharam que lá dentro estavam duas panelas enterradas, uma com ouro e outra com peste." (Depoimento da Sr.ª D. Maria Joaquina, de Vilelas, por alturas de 1985). "S. Domingos era a antiga vila; e onde está a cova arredondada era a igreja desse santo. Depois mudaram-se para o actual lugar e puseram-lhe o nome de Martinchel." (Depoimento prestado pelo Sr. Francisco Freitas, da Giesteira, por alturas de 1985). Mais nos testemunhou este informador ter ainda observado, no sítio da Cova, cerâmica grosseira (telha?) com dois dedos de espessura; mas não se lembra de ter visto alguma vez grandes pedras ao alto.
Se efectivamente algum houve, do nosso conhecimento nada resta. O sítio da dita cova ou depressão arredondada, com cerca de 4 metros de diâmetro, poderia hipoteticamente ter correspondido à câmara de um dólmen, que (a ter existido) foi saqueado até à exaustão. Para SE, o terreno toma a configuração de uma espécie de pequena lomba, que poderia corresponder à mamoa, sendo apenas visíveis alguns fragmentos de granito e xisto.
Indeterminado; hipotético monumento megalítico (?) de todo desaparecido (1)
Impossível de determinar
Face à debilidade dos testemunhos arqueológicos (?), hesitámos seriamente em manter esta estação no Inventário. Entendemos, no entanto, ser preferível aguardar mais algum tempo, até que novos elementos de prova surjam, a favor ou em contrário. Uma outra depressão similar, mas de menor diâmetro, existe para Sul, acerca de 150 metros, na orla do caminho ao inicio da descida para o lado do Alqueidao
Nosso inventário de 1986; OSTERBEEK, CRUZ e FÉLIX (1992)